Publicado por: patochefe | 4 de setembro de 2015

Espada Hattori Hanzo

Os caras forjaram a espada utilizada pela Noiva (aka Black Mamba (aka Beatrix Kido (aka Uma Thurman (aka Hera Venenosa… nãããão!!!)))) no Kill Bill. Se você não kurte katanas (qual o seu problema?!) vale a pena ver o processo.

Encomendas comigo.

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Publicado por: patochefe | 1 de maio de 2014

A observação dos animais

Depois de um bom tempo de hibernação eu voltei! Infelizmente o blog ficou meio parado nesse tempo, mas vamos retomar o bom andamento e bola pra frente.

Como citei anteriormente no post sobre a relação do kungfu com os animais, essa relação é bem estreita e temos casos onde se percebe facilmente a “característica” do animal no estilo. Esse tipo de coisa pode ser percebida facilmente em estilos como o Shen She Quan do sul e no Tan Lan Quan (Louva-a-Deus) do norte. No entanto, dentro dos outros estilos do norte existe a influência de técnicas surgidas da observação dos animais, que são menos visíveis aos nossos olhos. Inclusive no caso do Louva-a-Deus do Norte onde a principal característica que remete ao animal inspirador do estilo são as mãos em pinça.

A similaridade entre o posicionamento das mãos em pinça com a postura natural do Louva-a-Deus, leva muitas pessoas a imaginarem que toda forma de Louva-a-Deus tem, obrigatoriamente, que apresentar as mãos nessa posição. Muitas delas apresentam, mas isso não é uma regra. Uma vez que nosso estilo não é estilo imitativo – onde realmente se imita a movimentação do inseto – mas, um estilo inspirado no inseto com o acréscimo de algumas técnicas. Dentre essas técnicas, a movimentação de pernas do estilo do macaco foi escolhida pelo criador do estilo.

Pelo fato da movimentação de pernas do Louva-a-Deus no Norte provir do estilo Hou Quan (Punho do Macaco), sendo por isso muitas vezes chamado de Hou Tui Tan Lan Quan. O que seria equivalente a Pernas de Macaco, Punhos de Louva-a-Deus – grosso modo. Por isso, muitas de nossas formas são tão “saltadas”. Interessante, que no caso do Louva-a-Deus do Sul, a movimentação de pernas do estilo imita a movimentação do inseto.

Pergunta: “Se o Louva-a-Deus do Norte não imita os movimentos do inseto, por que tem esse nome?”

Os estilos baseados em animais, por muitas vezes fazem referência ao comportamento do animal. No nosso caso a ferocidade, a velocidade de ataque e a aderência ao adversário para dominá-lo. Mesmo no caso das formas de estilos imitativos, que por muitas vezes são um tanto folclóricos ou simplesmente voltadas para a exibição e o entretenimento, existe uma base de marcialidade nelas. Com movimentos que possuem fundamentos de ataque e defesa para funcionarem basicamente como exercícios condicionantes.

Louva-a-Deus do Norte

Louva-a-Deus do Sul

 

Publicado por: patochefe | 24 de junho de 2013

A Importância do Olhar

As formas e técnicas que treinamos no dia-dia, são compostas de movimentos, deslocamentos e vários outros componentes que são importantes em combate. Um desses componentes – o olhar – se não for devidamente treinado, com esmero e atenta observação, pode prejudicar o desenvolvimento do artista marcial.

O olhar nos ensina a trabalhar a observação, concentração e o foco durante a execução das formas. Em cada pequena parte das formas, temos um objetivo ou um alvo, por assim dizer. Nesse caso, o olhar deve ser direcionado de uma maneira determinada. Não se pode golpear à frente olhando para o lado. Isso não faria nenhum sentido. Não se pode executar uma forma em linha reta, golpeando em alturas variadas e o olhar direcionado para o chão durante toda a execução. De que maneira seria possível atingir o oponente se não estamos observando seu corpo e sua movimentação? Como conseguiríamos enxergar os pontos vulneráveis?

O treino das formas é um exercício permeado de pequenos detalhes. Esses pequenos detalhes servem para trabalhar aspectos não físicos, como a percepção. Podemos perceber em várias formas que às vezes, temos pequenas movimentações de cabeça para acompanhar a movimentação ou acompanhar um deslocamento de um “inimigo imaginário”. Reluto muito em utilizar essa expressão “inimigo imaginário”, pois acho que ela dá margem a interpretações equivocadas dos exercícios das formas. Contudo, acho que ela combina bem com o objetivo deste post.

Quem já treinou a forma xiao si shou de nossa escola e aprendeu sua execução em dupla com o parceiro de treino realizando um salto pelo lado para se posicionar em suas costas pronto para golpear pode compreender bem o que estou tentando dizer. Ao final da execução do xiao si shou, nos viramos repentinamente para o outro realizando uma defesa. A necessidade em realizar a virada de imediato, quando executamos a forma não nos parece uma necessidade tão urgente. Contudo, se há um adversário na iminência de lhe golpear por trás, pode acreditar; você irá virar o mais rápido possível e com certeza com o olhar atento e fixo no adversário.

Há duas maneiras de se condicionar a olhar fixamente para o adversário. Primeira, não seja relapso com os detalhes do olhar durante as formas e esteja sempre de olho no seu “inimigo imaginário”. Segunda, seja relapso e tome umas bordoadas durante a execução dos exercícios em dupla. Com certeza, a segunda é mais dolorida, mas não deixa de ser uma opção. Escolha a sua.

Publicado por: patochefe | 27 de fevereiro de 2013

O kungfu e a educação

Sempre enxerguei os professores de arte marcial, qualquer uma delas, como um educador. Tanto, que aqui no Brasil, a despeito dos títulos e das nomenclaturas que cada arte possui, sempre utilizamos a palavra professor para nos referirmos aquele que nos transmite a arte. Considero essa visão muito importante, principalmente, para nós que queremos transmitir alguma coisa além do conhecimentos das técnicas. E acho que enxergar a tarefa de transmitir o kungfu para outros como uma tarefa de educar – às vezes reeducar – ajuda no aumento do número de praticantes e o amadurecimento da arte dentro da nossa cultura.

Entendo a educação como um meio de evolução social. Acredito que educar seja a solução para vários problemas. De forma direta ou indireta. A curto ou a longo prazo. O kungfu nos mostra que após um bom tempo de treino, ele consegue transmitir valores morais de forma silenciosa, discreta e, o mais importante, de modo marcante. Esse poder de transmitir valores não está restrito apenas ao kungfu, mas a todas as artes marciais e aos esportes de uma forma geral, quando eles valorizam a melhoria do corpo e da mente, através da superação. Desde que essa superação aja sempre em benefício do atleta e dos valores que ele sem saber transmite e representa.

Desde que comecei a treinar kungfu, algo que aprendi desde cedo é que o ensino da arte marcial, é difícil. Primeiro, pelo fato do professor ter que ensinar pelo exemplo. É algo simples de enxergar; aquele que lhe ensina deve dominar aquilo que está tentando transmitir. O que obriga o professor, o instrutor – o shifu – a treinar e se aperfeiçoar constantemente. Em segundo lugar, pela dualidade da maneira de transmitir. Algumas vezes a técnica é ensinada de forma coletiva e algumas vezes é ensinada de maneira individual.

Algumas técnicas podem facilmente ser treinadas e ensinadas de maneira coletiva, para um grupo grande de pessoas e de uma única vez. Esse tipo de treino ajuda a transmitir técnicas básicas de maneira mais rápida, como também ajuda ao praticante a ganhar consciência de si durante o treino. Pois dependerá exclusivamente dele – nesse instante – observar a própria execução e tentar melhorá-la. Seja observando os irmãos mais velhos de treino ou o próprio professor. Seja observando a si mesmo e tentando entender como melhorar. Já outros movimentos e técnicas devem ser ensinados de maneira mais personalizada. Não permitindo a transmissão coletiva, devido à complexidade dos movimentos ou à necessidade de auxiliar o aluno a se ajustar à execução. Esse tipo de transmissão acontece muito quando estamos aprendendo uma nova forma, um nova técnica de arma ou quando estamos sendo corrigidos pelo professor.

É importante que fiquemos atentos ao dois modos como as técnicas são transmitidas, pois muitas vezes somos relapsos durante o treino coletivo. Tendo em mente que o professor irá corrigir os movimentos que não estejam bons. O professor, o instrutor ou o seu irmão mais velho de treino poderá apenas lhe auxiliar a encontrar uma maneira melhor de executar o movimento, mas não poderá fazer por você. Uma parte da sua educação marcial é responsabilidade sua. Seja através do devido comprometimento ou da devida observação e da prática diligente. Seja como for, devemos aproveitar toda as oportunidades para aprender e melhorar nossa técnica.

Publicado por: patochefe | 8 de janeiro de 2013

Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 7.000 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 12 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

Obrigado a todos os visitantes e assinantes. Em 2013 continuarei com a mesma dedicação para tornar acessível informação de qualidade sobre o estilo louva-deus e o kungfu em geral.

Publicado por: patochefe | 2 de dezembro de 2012

Kungfu Hoje

Um colega, uma vez me falou a seguinte frase: “Kungfu é pra matar! Então, não posso usar kungfu hoje em dia. Logo, pra que treinar?” Realmente, as técnicas de kungfu são técnicas criadas e refinadas ao longo dos tempos nas guerras e nas contendas entre grupos treinados. Creio que a maioria das artes marciais, assim o são. É fato que essas mesmas técnicas de luta com as mãos nuas e com armas, desenvolvidas através do kungfu, perderam um tanto da sua eficácia no campo de batalha com o surgimento das armas de fogo.

Trailer do filme Kungfu Killer (um trocadilho meio infame, confesso)

Ainda que não possamos (ou devamos) utilizar as mesmas técnicas utilizadas nos campos de batalha, o kungfu é um ótimo método de defesa pessoal, além de um exercício completo, pois trabalha com todo o corpo. Além de ter um foco um pouco diferente de outras atividades, pois há todo um trabalho interno realizado pelos exercícios desenvolvidos. Todo esses exercícios auxiliam a harmonizar nossa parte interna e externa.

Treinamento militar com sabre.

Além disso, o kungfu como uma arte de luta possui uma beleza única e marcante entre as técnicas de combate. Isso permite que os praticantes possam treinar e se expressar através da exibição das formas. Trabalhando a combinação de força, agilidade e beleza. Infelizmente, no aspecto esportivo não temos uma adaptação que permita aos praticantes de kungfu aplicarem as técnicas aprendidas. Pois, particularmente, atualmente não acredito que o sanda (ou sanshou) seja uma exata adaptação esportiva das técnicas de kungfu tradicional. Contudo, isso não se torna um impedimento ao desenvolvimento e utilização do kungfu como um método de defesa pessoal que possibilite obter uma vida mais saudável e ajude a moldar o caráter e desenvolver a auto-confiança nos praticantes.

Forma de taiji quan.
Publicado por: patochefe | 25 de novembro de 2012

Veja a si mesmo treinando

Observar a própria movimentação é uma parte fundamental do treino para melhorar o nosso desempenho e execução de técnicas e formas. Podemos observar a movimentação enquanto executamos, mas também podemos observar de um ângulo externo. Calma, não estou falando de experiências extra-corpóreas. Basta filmar algum treino seu e depois observar de forma mais criteriosa.

Esse tipo de observação não é bom apenas para quem tem interesse em competição, mas para qualquer pessoa que tenha interesse na melhoria e evolução das técnicas. Quando executamos a forma, podemos observar nosso equilíbrio, a coordenação e a atuação conjunta de todas as partes do corpo para gerar força e soltar os golpes. Quando avaliarmos por meio de vídeo, podemos ver a movimentação total, avaliar se não “comemos” alguma parte da forma ou se algum fundamento necessita de melhorias.

Uma outra maneira de avaliar o desempenho é pela observação da “beleza” da forma. Claro que não devemos nos prender excessivamente à esse critério, mas sim, avaliar se a forma demonstra a força das técnicas e possui a plasticidade característica do kungfu tradicional. Movimentos executados corretamente,  demonstrando o correto uso  das técnicas, a força, o temperamento e o espírito, mostrarão uma beleza natural, própria do estilo.

Existe algo muito proveitoso em ter registros de treino, pois podemos ver nossa evolução. Ou, às vezes, se formos um tanto críticos conosco, avaliar o quanto poderíamos ter evoluído e o que será necessário para melhorarmos. Certamente, nenhuma das opções aqui citadas exclui a possibilidade de perguntar ao seu professor, aos instrutores, aos irmãos mais velhos de treino. Sempre que possível, observe quando os mais experientes estiverem executando técnicas que você está treinando. Assim será possível ter parâmetros de comparação.

Acima eu e o Lucas treinando bastão em dupla. As gravações nos ajudaram bastante a melhorar a execução.

Publicado por: patochefe | 24 de julho de 2012

Pra que treinar posturas fixas?

A um tempo atrás falei um pouco sobre as posturas básicas usadas no treinamento do kungfu tradicional. É certo que todas as escolas possuem um conjunto de posturas com as quais trabalham para tentar desenvolver e fortalecer o corpo para as técnicas ensinadas.

Nesse post, falarei um pouco sobre as posturas fixas, mas num sentido relacionado ao posicionamento corporal. Não vinculado diretamente àquelas citadas como ba da ma pu (oito grandes posturas), no louva-a-deus tradicional.

Essa idéia surgiu, quando fomos abordados durante um treino no parque e nos questionaram o que estávamos treinando. Dois alunos de uma escola de kungfu nos perguntaram o que a gente estava treinando e ao respondermos: “Isso é kungfu!” Os dois ficaram um pouco espantados e nos questionaram sobre o fato de estarmos de pé com a guarda alta ao invés de ficarmos em uma das posturas já bem conhecidas dos praticantes de kungfu ou mesmo dos fãs de filme do gênero.

O treino realizado com as posturas básicas, serve para educar e fortalecer o corpo, mas não significa que nós devamos nos posicionar da maneira estática como o treino é – em parte –  realizado. Nem devemos assumir que as técnicas treinadas dentro das formas estejam sequenciadas na forma como são apresentadas. Elas podem se combinar de diversas maneiras, serem repetidas, se mesclarem e por aí vai.

O sequenciamento definido de técnicas tem finalidade didática e tem um propósito – por assim dizer – didático. Da mesma maneira que o uso de um posicionamento estático permite a quem está treinando se familiarizar com a movimentação, para depois poder executá-la em movimento ou numa situação mais dinâmica.

O vídeo abaixo mostra uma sequência de treino onde várias técnicas de mãos são utilizadas. É possível notar que as técnicas são as mesmas, mas ocorre uma variação na sua ordem de execução.

Essa idéia que deve ficar em nossa mente; é combinar as técnicas de maneiras diferentes, variar. Tentar desmembrar partes das formas e juntar com outras partes. Talvez, até mesmo (num nível bem avançado) descobrir que uma parte de uma forma é a defesa de uma outra parte de outra ou da mesma forma. [É nessa última eu exagerei!]

Claro que tudo isso deve ser testado e feito dentro do tempo certo. Do contrário, sem ter o tempo de treino apropriado e a orientação apropriada, provavelmente o que irá resultar dessas experiências poderá não ser muito proveitoso, mas talvez possa ser engraçado.

Publicado por: patochefe | 4 de abril de 2012

A Forma e a Intenção

A execução de formas, ou taolus, faz parte do treino do kungfu e acompanha o praticante por toda a sua vida. No entanto, o treino das formas é apenas uma parte do nosso treino, apesar de ser a que mais se destaca, pois é um dos primeiros métodos com os quais temos contato. Além, claro, de ser uma maneira de recordar a técnicas.

Apesar de servir com uma espécie de “cola”das técnicas, e convenhamos é uma “cola” bem eficiente. As formas também tem o propósito de ensinar-nos a como movimentar o corpo, como efetuar transições e preparar-nos tecnicamente para os próximos passos do treinamento.

A forma consiste de um conjunto de técnicas reunidas de uma forma inteligente, servindo como um bom exercício, condicionando o corpo e aumentando a resistência. Por meio dela devemos melhorar a velocidade e a coordenação. Por se tratar de um conjunto limitado de movimentos, a serem aprendidos e executados de forma contínua, a rotina de treinamento exige que demos foco no aspecto da repetição. Pois, decorar a sequência de movimentos, não faz com que a rotina aprendida sirva ao seu propósito. Aprender a forma pode levar apenas alguns dias, mas dominá-la pode levar anos, dependendo do quanto nos dedicamos a essa tarefa.

Todo esse trabalho se reflete por meio de cansativas repeticões das mesmas técnicas. Essa repetição pode se tornar o nosso grande inimigo, pois de início isso pode parecer tedioso, mas é fundamental. Tão importante quanto a persistência é a nossa intenção ao executar as formas. Sempre no intuito de melhorar a liberação da força e sempre termos em mente que estamos nos preparando para as técnicas em dupla e pra usar a técnica de uma maneira prática.

O motivo do domínio das formas tomar um tempo considerável, se deve ao fato que a execução das formas visa aumentar o equilíbrio, o padrão de movimentação, a ligação entre os movimentos e trabalhar o fajin de quem executa a forma. Esse trabalho deve ser bem executado e devemos ficar atentos a todos os detalhes, pois erros cometidos nessa fase do treinamento terão reflexos sérios nas outras fases subsequentes do nosso treinamento.

Podemos entender isso por meio da citação de Tang Shunzi, relatada no livro Breve História do Kung Fu: “o motivo das formas nas artes marcias é facilitar as variações […] as rotinas possuem estruturas fixas, mas na prática real elas não existem. Quando essas posições são utilizadas, tornam-se naturais, apesar de manterem suas características estruturais.”

Da próxima vez que você estiver cansado de tanto repetir a mesma forma, pense um pouco melhor…

Publicado por: patochefe | 15 de janeiro de 2012

As 8 posturas básicas

As posturas básicas constituem em elemento comum a, praticamente, todos os estilos de kung fu do norte ( e do sul, talvez). É fato que os exercícios de posturas são essenciais para o desenvolvimento de uma boa fundação; o que dá estabilidade e suporte para a aplicação das técnicas.

Em nossa escola, o conjunto de posturas é nomeado como Oito Posturas Básicas. Em outras escolas de Louva-a-Deus é mais comum ouvirmos nomes como Oito Posturas (ba shi) ou Oito Grandes Postura de Cavaleiro (ba da ma bu). Contudo, as posturas são as mesmas, podendo ocorrer alguma pequena variação (muito pequena mesmo). O Louva-a-Deus possui duas posturas, que creio eu, são exclusivas do estilo: qi xing shi e ru huan shi (também nomeado como xiao deng shan shi).

Qi Xing Shi

Ru Huan Shi

Há duas posturas que são praticamente universais em todos os estilos e de forma majoritária, são as primeiras a serem ensinadas para os alunos: ma bu shi e deng shan shi. A segunda, também é nomeada como Postura de Arco-e-flecha (gong jian shi ou gong bu). Essas posturas são as primeiras a serem ensinadas devido à importância do aprendizado da transição entre elas. Essa transição ensina a mover o corpo mantendo estabilidade e gerar força para os golpes.

Os exercícios com posturas e as transições entre elas ajudam a entender como adquirir estabilidade, controle, transferência de peso e a mover o corpo de forma consolidada.

Antigamente, os treinos de posturas eram muito intensos e difíceis. Às vezes, servindo como uma forma de selecionar os alunos merecedores de aprenderem as técnicas de um mestre. Daí surgiram expressões como, “Para o ma bu, 3 anos”. Os mestres de kungfu recebiam muito pedidos, das mais diversas pessoas, para aprenderem suas técnicas. Como não havia como garantir ou de imediato, identificar o caráter do aluno, alguns mestres utilizavam esse método para avaliar se o aluno tinha perseverança e espírito suficiente para suportar esse tipo de treino estenuante e por quê não dizer, de certa forma enfadonho.

As posturas básicas foi o tema do último Peng Lai no Parque.

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Nos dias de hoje não temos treinos tão pesados, relacionados aos exercícios de posturas básicas. No entanto, devemos entender e respeitar a importância das posturas básicas.  Se sua base não é boa, como poderá usar as técnicas de forma efetiva?

[ Os desenhos à mão utilizados nesse post foram obtidos em http://www.plumflowermantisboxing.com e utilizados mediante autorização do Prof. Kevin Brazier, a quem agradeço pela gentileza.]

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